segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sinto vergonha de mim!

"Por ter sido educadora de parte desse povo,

por ter batalhado sempre pela justiça,

por compactuar com a honestidade,

por primar pela verdade

e por ver este povo já chamado varonil

enveredar pelo caminho da desonra.


Sinto vergonha de mim

por ter feito parte de uma era

Que lutou pela democracia,

pela liberdade de ser

e ter que entregar aos meus filhos,

simples e abominavelmente,

a derrota das virtudes pelos vícios,

a ausência da sensatez

no julgamento da verdade,

a negligência com a família,

célula-mater da sociedade,

a demasiada preocupação

com o "eu" feliz a qualquer custo,

buscando a tal "felicidade"

em caminhos eivados de desrespeito

para com o seu próximo.


Tenho vergonha de mim

pela passividade em ouvir,

sem despejar meu verbo,

a tantas desculpas ditadas

pelo orgulho e vaidade,

a tanta falta de humildade

para reconhecer um erro cometido,

a tantos "floreios" para justificar

atos criminosos,

a tanta relutância

em esquecer a antiga posição

de sempre "contestar",

voltar atrás

e mudar o futuro.


'Tenho vergonha de mim

pois faço parte de um povo

que não reconheço,

enveredando por caminhos

que não quero percorrer...


Tenho vergonha da minha impotência,

da minha falta de garra,

das minhas desilusões

e do meu cansaço.


Não tenho para onde ir

pois amo este meu chão,

vibro ao ouvir meu Hino


Ao lado da vergonha de mim,

tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!



Autora: Cleide Canton

sábado, 22 de maio de 2010

"Um bêbado trajando luto"

sábado, 15 de maio de 2010

"underneath the taxi cabs, i hear the streets cry out in vain;
What would you do?"

Staind

sábado, 8 de maio de 2010

"Quanto mais eu espero, menos precisarei esperar."

Perdi o nome do autor. Quando eu achar, coloco aqui.

Veja Bem Meu Bem

Veja bem, meu bem
Sinto te informar
Que arranjei alguém
Prá me confortar
Este alguém está
Quando você sai
Eu só posso crer
Pois sem ter você
Nestes braços tais...

Veja bem, amor
Onde está você?
Somos no papel
Mas não no viver
Viajar sem mim
Me deixar assim
Tive que arranjar
Alguém prá passar
Os dias ruins...

Enquanto isso
Navegando eu vou sem paz
Sem ter um porto
Quase morto, sem um cais
E eu nunca vou
Te esquecer, amor
Mas a solidão
Deixa o coração
Neste leva-e-trás...

Veja bem além
Destes fatos vis
Saiba: traições
São bem mais sutis
Se eu te troquei
Não foi por maldade
Amor, veja bem
Arranjei alguém
Chamado saudade
Amor, veja bem
Arranjei alguém
Chamado saudade...